Você tem duas casas. A Terra, e o seu corpo. Cuide, portanto, de ambas.

Hey guys!

Essa é a semana mundial do meio ambiente e, como eco-consultora, fico super feliz de agregar algumas dicas e reflexões sócio-ambientais no blog dessa marca que respira engajamento e tem meu coração!

Inicio com uma frase maravilhosa:

“Você tem duas casas. A Terra, e o seu corpo. Cuide, portanto, de ambas.”

Em termos de corpo, físico e mental, e pelas realidades que tenho vivido através da área da imagem, penso que posso reiterar com alguma propriedade (e dividir), primeiramente, a necessidade e a importância da autoaceitação. Ela caminha junto a níveis mais elevados de satisfação, podendo gerar menos consumo aleatório e, portanto, mais empatia com a tal Mãe Terra Maravideusa. E, em união ao que buscamos externar, é o caminho que mais nos torna livres. Livres para experimentar diferentes formas de se expressar, para nos divertirmos no caminho, e nos encontrarmos. Pluralmente.

Pegar mais leve com a gente mesmo é aplicar a gentileza que geralmente temos com quem mais amamos e nos importamos – e deveríamos nos colocar nessa lista, afinal. Por fim, é ela que faz com que aprendamos a nos permitir. E permitir-se, nesse mundo de expressão através de roupa, é a ferramenta mais rica e poderosa que eu conheço.

E de que outras formas podemos unir esse autoamor, esse ‘divertir-se com a moda’, com mais consciência ambiental? Sabendo que uma calça jeans, por exemplo, utiliza mais de 900 galões de água em todo o seu ciclo de vida, como usar a ferramenta mais direta de expressão, evitando tanto impacto?

Um dos caminhos que eu mais acredito, em termos de consumo, junto ao bom e eficaz
‘consumir menos e escolher bem’, é consumir o mais local possível. Olhar para as marcas que temos por perto, valorizar as que buscam transparência, condutas mais humanas, e evolução (como a Eufrida! <3), apoiando-as. Consumir, já diria a musa e ativista Emma Watson, é um ato político, que pode ser consciente e estratégico: pagar por algo é uma forma de investir no que queremos que floresça no mundo. Imagina se todos (re)pensarmos assim?

Portanto, consumir de quem produz do nosso lado nos torna mais próximos e responsáveis, além de humanizar nossa relação também com as nossas peças. Fica mais fácil amá-las, quando elas carregam significado. Bem como repeti-las (oba!) e querer que durem mais. Nesse âmbito, deixo ainda a sugestão de respeitar as instruções de lavagens das etiquetas, buscar qualidade em materiais e acabamentos, para cuidarmos mais e lavarmos menos.

Quase 80% do impacto do ciclo de um produto reside em lavar e secar. Tão importante que, na #consultôlindadarai, entregamos dois produtos para cada cliente: um desodorizador a ser aplicado no fim do dia nas peças utilizadas (reduzindo a quantidade de lavagens), e um sabão líquido sem química para lavagens menos agressivas.

Último e não menos importante, sugiro o exercício de, além de ensaiar doações ou participar de brechós, jogar suas roupas em cima da cama (sim!) e tirar, de fato, esse tempo pra reolhá-las e recombiná-las. Há algum tempo fazendo isso em casas alheias, concluo – sempre chocada, de verdade haha – de que não fazemos ideia do quanto o nosso armário já é muito multiplicável, por si só!

E é isso. Nossas roupas vivem conosco diariamente: estão onde formos, e fazem parte de tudo o que vivenciamos. Portanto, investir tempo para se reconectar com elas é também – e profundamente – reconectar-se consigo. Não existe luxo maior.

Rai Ferreira

Rai Ferreira

26 anos, designer. Gosta tanto de criar que imaginou um mundo livre de padrões e hoje é eco-consultora, na busca de empoderar pessoas e revitalizar seus armários com menos consumo e mais autenticidade. Ama dramas cinematográficos, leituras à la Huxley, e jura que tenta canalizar seu satanáries pro bem.