Collab? Como assim, Eufrida?

Você já deve ter escutado ou lido em algum momento sobre colaboração, collab, co-branding, entre outros. O termo colaboração remete à ideia de uma atividade realizada de forma conjunta entre dois ou mais indivíduos.

Para a Eufrida, ser colaborativo nada mais é do que ser aberta para as diferentes visões e
possibilidades, conseguindo assim agregar mais valor ao propósito de todos os envolvidos. A partir do momento que você une diferentes opiniões, criatividade, técnicas e inovações, você alcança uma sinergia benéfica a todos.

Sozinho será somente você e a sua opinião de vivência, mas no momento que você se une com outra pessoa, você expande essa opinião para um patamar mais elevado, pois, a união em torno de propósitos comuns, da diversidade nas vivências e de pontos de vista só aumenta a sua clareza na compreensão sobre aquele universo. Nessa forma de pensar, não há competição, ninguém perde alguma coisa. O que existe é colaboração, e todos ganham.

Logo, não poderia ser diferente para a Eufrida, como marca ser abertos para quem quisesse participar através da troca, sendo assim, com conteúdo, criatividade ou com ideias e a partir dessa colaboração conseguir gerar valor para as pessoas que estão se doando e para aquelas que estão recebendo. Eis que surgiram assim as diferentes collabs da marca.

Mas chega de textão sobre o que é collab. Bora conferir como surgiu a nossa primeira collab criativa.

COLLAB EUFRIDA + PATY FEDRIGO

Deitada na mesa da tatuadora Paty Fedrigo, enquanto ela desenhava na pele, conversávamos sobre coisas. Sobre o universo de ser uma mulher tatuada e de ser tatuadora em um mundo, ainda, muito machista e tradicional. Sobre ter que lidar com comentários preconceituosos disfarçados na suavidade da fala. Sobre os desafios em empreender e das ideias malucas que fazem a alma vibrar.

Naquela empolgação surgiu a ideia de transportar aquela conversa ditas ali na mesa para uma camiseta e lançar algo que pudesse expressar o universo da tatuagem.

Entrevistamos a Paty para trazer um pouco mais sobre esse universo e para conhecermos melhor essa talentosa mulher. Confira abaixo:

Eufrida: Quem é Paty Fedrigo?
Paty:
Paty é a garota que desde criança amava rabiscar, pintar, a criança que tinha como
brincadeira favorita, criar um mundo seu, com papel e lápis. A garota que foi estudar Design, se formou, trabalhou anos com designer de calçados até resolver seguir sua verdadeira paixão, a +/- 4 anos atrás e virar tatuadora. Hoje, as 33 anos, é feliz por poder viver daquela que considera umas das artes mais incríveis que existe: a tatuagem. A Paty é alguém feliz e realizada por poder traduzir e levar sentimentos para a pele das pessoas, para que isso as acompanhem pela vida toda.

Eufrida: Você pode comentar quando começou seu interesse em ser tatuadora?
Paty:
Sempre amei desenhar, e desde criança, sempre que via alguém com uma tatuagem (o que na época era bastante raro), aquilo me chamava atenção. Com uns 11 ou 12 anos eu já queria me tatuar, mas só as 15 anos fiz minha primeira tattoo. Foi amor à primeira agulha.

Eufrida: Como você definiria o seu próprio estilo?
Paty:
Na realidade não consegui até hoje definir exatamente um estilo único. Gosto de muitas coisas, admiro muitos artistas e procuro estudar todas as técnicas que acho esteticamente interessantes. Por ter bastante facilidade com os traços finos, muitas pessoas acham que eu só trabalho com eles, mas na realidade, eu gosto de tanta coisa e acho que a tattoo é um universo tão incrível, que reduzir a arte a um único estilo, acaba limitando o artista de certa forma. Acredito que caminhar por diversos estilos é uma forma de evoluir e não se entediar. Hehe

Eufrida: Como é o seu processo junto com seus clientes?
Paty:
Eu curto conhecer o cliente, sentir o que ele espera da tattoo, o sentimento que ele quer passar através daquele desenho, por isso curto conversar. Muitas vezes até montar o desenho junto do cliente, para que ele construa a tattoo junto comigo. Por que não é só um desenho. Nunca é.

Eufrida: De onde vem a sua inspiração?
Paty:
Vem de tudo para ser sincera. Do mundo, das pessoas, de conversas, de todas as formas de arte. Sempre observo o trabalho de artistas que eu admiro, não só tatuadores, mas também artistas visuais, pintores, escultores, escritores, músicos… Toda forma de arte é inspiradora.

Eufrida: Seu estúdio se chama Collective. Qual o significado? 
Paty:
Quando abri o Collective, um dos meus maiores desejos era poder receber outros artistas que eu admiro. Nunca gostei de trabalhar sozinha. O mundo não é uma bolha e acredito que a melhor forma de evoluir, como profissional, e como ser humano, é a troca de experiências. Acredito que é junto dos bons que a gente fica melhor e que a colaboração transforma o mundo.

Eufrida: Como é o reconhecimento da profissão de tatuador no Brasil? E como é ser uma mulher nesse ramo?
Paty: O Brasil infelizmente ainda não possui a cultura da tatuagem, e na maioria das vezes ela ainda é vista como um produto, não como arte. Graças ao empenho de alguns profissionais muito bons essa imagem tem mudado, mas ainda está longe de ser a ideal. Não é fácil ser mulher, tatuadora, num país extremamente machista e sexista como o Brasil. A profissão ainda é extremamente dominada por homens e por muitas vezes os próprios clientes estranham o fato de “o tatuador” ser ela. Eu mesma, tenho uma clientela formada basicamente por mulheres, salvo algumas exceções. Já ouvi diversas vezes a pergunta: “Mas você tatua homem também?”. A resposta é: por que não tatuaria?

Eufrida: Você já sofreu preconceito pelas tatuagens que possui ou por ser tatuadora?
Paty:
Seria hipócrita se dissesse que não. Já sofri preconceito por ser tatuada, e por ser
tatuadora. No início ficava triste, chateada. Hoje em dia encaro como uma forma de filtrar
pessoas: se ela tem preconceito comigo, provavelmente também tem com negros, com
homossexuais, ou com qualquer pessoa que não se encaixe no “padrão” imposto por um
pensamento arcaico. Então, nesse momento, sei que essa é uma pessoa que eu não quero ter perto de mim. Meio que minhas tattoos/profissão servem como repelente de gente preconceituosa, e só se aproxima quem realmente vale a pena ter por perto.

É isso aí Galerinha!

Esperamos que vocês gostem dessa aventura MARA que embarcamos com a Paty!
Abaixo uma fotinho da novidade:

camiseta collab paty eufrida
Camiseta incrível da primeira collab
com a Paty Fedrigo!

Bjos e até!

Ana Paula Griesang

Ana Paula Griesang

Ana Paula, mas para alguns, Cabeção! Primeiro! Cabeção porque sou atrapalhada, mas também sou brincalhona, virginiana, distraída (nível Nárnia), apaixonada por gatos, formada em moda e estilo e pós graduada em design estratégico em moda. Trabalhei mais de 10 anos com design de calçado e resolvi voar com as minhas próprias asas. Inspirada nos bordados da minha vó, veio a ideia da Eufrida, que está sempre se transformando e transformando vidas.