A arte Drag

Antes e depois da transformação drag: Rafa x Sarah Vika! Lindo, né? Mas você sabe o que é e de onde veio a arte drag queen?

Existem contestações sobre a origem do termo “Drag Queen”. O primeiro uso que se tem registro da palavra drag para se referir a atores vestidos com roupas femininas é de 1870. Uma etimologia popular oriunda do travestismo teatral masculino diz que drag significaria “Dressed Resembling A Girl” (Vestido Semelhante a uma Menina). Já o queen estaria relacionado com “quean” ou “cwene”, uma palavra antiga inglesa que em um primeiro momento significava somente “mulher”, mas depois ganhou tom pejorativo e foi usada para rotular tanto mulheres promíscuas quanto homens gays.

Apesar de serem coisas totalmente diferentes, frequentemente a arte drag é confundida com transgeneridade ou travestismo. Segundo Bruno Machado, em matéria publicada no site da revista Superinteressante, drag queen é:

“um(a) artista que usa roupas e elementos como peruca e maquiagem, frequentemente do gênero oposto, para fins de entretenimento. Não tem nada a ver com identidade de gênero ou orientação sexual: qualquer pessoa, homo, hétero ou bissexual, cis ou transgênera, pode ser uma drag queen (ou drag king, como são chamadas as mulheres com personagens masculinos).”

1) TRANSGÊNERO
É o indivíduo que não se identifica com o gênero assinalado no seu nascimento. Em determinados contextos, a palavra pode ser sinônima de transexual ou ainda englobar uma série de outras identidades, como não binário (que não é exclusivamente homem ou mulher) e agênero (sem gênero). Muitas pessoas transgêneras buscam procedimentos médicos e estéticos, como a cirurgia de readequação sexual e a terapia hormonal, para adequar o corpo ao gênero ao qual pertencem. Mas elas podem ser consideradas transgêneras mesmo antes de passar por esses processos. Também é comum que adotem outro nome e lutem para incluí-lo em seus documentos.

2) DRAG QUEEN
É um(a) artista que usa roupas e elementos como peruca e maquiagem, frequentemente do gênero oposto, para fins de entretenimento. Não tem nada a ver com identidade de gênero ou orientação sexual: qualquer pessoa, homo, hétero ou bissexual, cis ou transgênera, pode ser uma drag queen (ou drag king, como são chamadas as mulheres com personagens masculinos). A palavra provém do polari, um dialeto inglês do século 19, que mais tarde passou a ser usado pela comunidade LGBT. Há quem diga que “drag” é um acrônimo para “dressed as a girl” (“vestido como uma garota”), supostamente presente em roteiros de teatro antigos, para orientar o diretor da peça.

3) TRAVESTI
É uma das várias identidades possíveis dentro do grupo de transgêneros. É comum associarem o termo à mulher transexual que não fez a cirurgia de readequação sexual, mas essa é uma percepção equivocada, já que não são os genitais que definem o gênero. A decisão de se reconhecer travesti (ou transexual) cabe à própria pessoa. A falta de oportunidade e a marginalização social desse grupo, muitas vezes, fazem com que ele seja associado à prostituição, embora as travestis estejam cada vez mais presentes no mercado de trabalho formal e no ensino superior.

A etimologia do termo “drag queen” é contestada. O termo drag queen ocorreu em Polari, um subconjunto de gírias inglesas que era popular em algumas comunidades gays no início do século XX. O primeiro uso registrado de “drag” para se referir a atores vestidos com roupas femininas é de 1870. Uma etimologia popular é que drag é um acrônimo de “Dressed Resembling A Girl” (Vestido Semelhante a uma Menina) na descrição do travestismo teatral masculino.

O filme Connie e Carla também fizeram referência a isso, embora a sigla tenha sido ligeiramente alterada para os homens “Vestidos como Meninas”. Queen pode se referir a caraterística dos direitos humanos afetados encontrados nas personalidades de muitos que fazem drag (seja essa sua personalidade normal ou um personagem criado para o palco). Também está relacionado com a palavra antiga inglesa quean ou cwene, que originalmente significava apenas “mulher”, depois foi usada como um rótulo tanto para mulheres promíscuas quanto para homens gays. A palavra inglesa antiga aparece derivada de quene (“mulher velha”) do meio holandês, em última análise, da Proto-Germânica *kwenǭ (“mulher”), do Proto-Indo-Europeu *gwḗn (“mulher”).

E aí, conseguimos te ajudar a entender um pouquinho melhor a diferença? Qualquer dúvida, estamos aqui! E com certeza o Rafa e a Sarah também!

Ana Paula Griesang

Ana Paula Griesang

Ana Paula, mas para alguns, Cabeção! Primeiro! Cabeção porque sou atrapalhada, mas também sou brincalhona, virginiana, distraída (nível Nárnia), apaixonada por gatos, formada em moda e estilo e pós graduada em design estratégico em moda. Trabalhei mais de 10 anos com design de calçado e resolvi voar com as minhas próprias asas. Inspirada nos bordados da minha vó, veio a ideia da Eufrida, que está sempre se transformando e transformando vidas.